Stories of Ascension

Elhadji Cisse

Renaissance Harlem

Harlem, Nova York

“Cheguei sem nada e hoje emprego 50 pessoas, é apenas o começo.” – Elhadji Cisse

ENCONTRANDO UMA VOCAÇÃO

Elhadji Cisse mudou-se do Senegal para Nova York aos 17 anos, sem dinheiro e sem ideia de por onde começar. Seu primeiro emprego foi entregando comida no Upper East Side. “As pessoas davam gorjetas de um jeito que me fazia sentir como se estivesse implorando e não merecendo, era difícil aceitar isso todos os dias.” Mais tarde, ele passou a lavar pratos, mas foi demitido por não falar o inglês “correto”.

 

Apesar dos ambientes desafiadores, as experiências iniciais de Ehadji trabalhando em restaurantes o deixaram com vontade de estar na cozinha. “Eu estava me apaixonando pela culinária e percebi que era o que eu queria fazer.” Sua paixão culinária o levou de um cargo em restaurante para outro e, aos 21 anos, ele foi promovido a chef de cozinha em um restaurante em Manhattan. Logo, as oportunidades começaram a bater à sua porta, e Ehadji se viu trabalhando com chefs internacionais renomados nas cozinhas de famosos restaurantes de Nova York.

 

SERVINDO O QUE O BAIRRO QUER

Em 2008, Elhadji sentiu-se pronto para abrir seu próprio restaurante. Junto com seu primo, ele abriu o Ponte Bistro, um restaurante de fusão francesa e italiana com inspiração africana no Gramercy Park e, logo depois, uma segunda unidade no Harlem. Três anos depois, abriram seu terceiro restaurante, Renaissance Harlem. Para ajudar a financiar a construção, os equipamentos e o estoque inicial, eles receberam um empréstimo de 150.000 $ da Ascendus.

 

O Renaissance Harlem é um testemunho do bairro onde Elhadji vive há 22 anos, o bairro que ele orgulhosamente chama de lar e onde quer que seus filhos cresçam. O cardápio reflete “uma sucessão de sabores que capturam a combinação de culturas e alimentos encontrados no Harlem”. Elhadji acredita que, apesar da demografia em constante mudança do bairro, a necessidade unânime sempre será a mesma: “as pessoas só querem comida boa”. Ele acrescenta humildemente que sempre há mais a aprender, mas afirma: “Cheguei sem nada e hoje emprego 50 pessoas, é apenas o começo”.

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